Música - Móveis Coloniais de Acaju



Móveis Coloniais de Acaju. Você pergunta "o que é isso?" e eu respondo "uma banda!". Eles são meio rock, meio ska, meio... únicos! Nove integrantes, sax, gaita, flauta, baixo, e os meninos de brasília fazem um som muito bom.

Descobri-os faz certo tempo, em meados de 2006, eu acho. Acho a letra da música abaixo, "Cego", primorosa. Finalmente, eles estão sendo mais conhecidos. Você pode baixar coisas deles no Trama Virtual e o novo CD, "Idem", aqui.



MCDA - Cego
Quando vi, parado ali,
Um cego a se questionar porque
Não via só a luz do sol
Como a cor do céu

Direcionou o olhar a mim
Quando evitava o encontro ao seu
E com tristeza no falar
Também me perguntou:

“Será mesmo, realmente
Amarelo o sol, e azul o céu
Por que não ser lilás, vermelho
Ou quem sabe seja apenas som?”

Agoniado ao pensar
No que o cego estava a falar
Olhos azuis a escurecer
Meu Deus, o que vai ser?

Sentei, chorei e compreendi
Que não havia só um cego ali
E perturbado ao dizer,
Escute aí você:

"Quem é que não enxerga aqui
Será eu ou você que não percebe?"

cristal muniz

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Música - Marujo Cogumelo

Banda que começou na garagem, lá no oeste catarinense, em Xanxerê. Influenciados por bandas como Rolling Stones, Beatles e The Who, compõe músicas próprias, como a que deu origem ao belo videoclipe abaixo.



- MySpace
- Facebook
- Letras das músicas
@marujocogumelo

Veja também:
- Terminal Guadalupe
- Sapatos Bicolores

cristal muniz

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Fotografia - Evandro Teixeira

Evandro Teixeira é um dos fotojornalistas mais famosos e importantes do Brasil. Ele foi consagrado como "o" repórter fotográfico do Jornal do Brasil por fazer coberturas de eventos marcantes para o país, aliados à sua visão espetacular para os fatos. Evandro foi responsável por documentar o Golpe Militar, a repressão do movimento estudantil em 1968 e a queda do governo Salvador Allende no Chile em 1973. Na fotografia do esporte, cobriu várias Olimpíadas e Copas do Mundo.

Sua vida virou um documentário: Evandro Teixeira - Instantâneos da Realidade. O filme é um registro que conta a toda a trajetória de Evandro desde sua infância e adolescência, na humilde cidade de Irajuba no interior da Bahia. Partindo para os primeiros anos de carreira do fotógrafo, começando por 1958; atravessando todo o período de ditadura, que rendeu imagens e histórias inesquecíveis; e se estende até 2003, com a cobertura da posse do presidente Lula.

Cavalaria invadindo a missa do estudante Edson Luís na Igreja da Candelária, Movimento Estudantil, Rio de Janeiro, 1968.

Sertão de Canudos.

Enterro do Anjinho, Aprazível, Ceará, 1992.

A feijoada não morreu!

Nem a Cristal. O problema é, que quando a gente faz 36 créditos (horas/aula) por semana na faculdade, a gente acaba não tendo tempo nem pra pensar em não fazer nada. Mas prometo que logo logo voltarei a postar.

Beijos.

cristal muniz

Mais feijão nessa água!

Diretamente da Ilha da Magia, mais conhecida como Florianópolis, a terra do Guga é daonde vem nosso mais novo colaborador! Diego Vieira de Souza, 19 anos, é estudante de Jornalismo na UFSC e Geografia, na UDESC. Nascido em sombrio, "uma fria e distante cidade ao sul de Santa Catarina" de acordo com ele mesmo, aportou na Ilha sabe-se-lá-quando.
Diego lê jornais todos os dias, é viciado pela palavra escrita e fascinado por política e economia, adorando ser o primeiro a saber e repassar as novidades. Por isso mesmo ele foi convidado a postar sobre política nesse blog! Pra mostrar que sim, tem coisa boa na nossa política.
Ele adora também um bom samba, uma boa viagem (principalmente se for para um congresso estudantil) e é claro, adora um bom pirão de feijão!

cristal muniz

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Receitas - Acarajé


Quando fala-se em Bahia, lembra-se do quê? Pimenta na comida, sol, baianos e Porto Seguro? Correto! Obviamente o Estado da Bahia é muito mais do que essas quatro características, mas hoje vamos falar de comida (oba!). Recentemente fui comer acarajés com meu pai num restaurante chamado Tempero Nordestino, aqui em Florianópolis (esse restaurante virará tema de um post assim que eu comer o escondidinho de carne-seca, tenho certeza). Lembrei-me que este prato é típico do nosso país (no caso da Bahia) e resolvi postar sobre ele.

Manuel Querino em A arte culinária na Bahia, de 1916, conta, na primeira descrição etnográfica do acarajé, que "no início, o feijão fradinho era ralado na pedra, de 50 cm de comprimento por 23 de largura, tendo cerca de 10 cm de altura. A face plana, em vez de lisa, era ligeiramente picada por canteiro, de modo a torná-la porosa ou crespa. Um rolo de forma cilíndrica, impelido para frente e para trás, sobre a pedra, na atitude de quem mói, triturava facilmente o milho, o feijão, o arroz".

O Acarajé também é feito e servido como comida ritual da orixá Iansã. O nome significa "comer bola-de-fogo" - o que é quase literalmente verdade, se formos à Bahia. Vale lembrar que este prato geralmente é servido o "bolinho" cortado ao meio com recheio de vatapá e camarão. Eis a receita completa:

Ingredientes:

Acarajé
- 1 kg de feijão fradinho quebrado
- 2 cebolas
- 50g de camarão seco dessalgado
- Sal a gosto
- Azeite de dendê para fritar

Vatapá
- 3 pães (francês) frescos ou amanhecidos
- 600ml de leite de coco
- 100g de amendoim torrado e sem casca
- 100g de castanha de caju torrada
- 1 lasca de gengibre
- 1 cebola
- 3 dentes de alho
- 50g de camarão seco dessalgado
- Sal a gosto
- 1 xícara (chá) de azeite de dendê
- Farinha de trigo, se necessário

Recheio do acarajé
- 400g de camarão seco
- 300g de vatapá
- Vinagrete feito com 4 tomates, 1 cebola, 2 colheres de
coentro (picado)

Modo de fazer:

Acarajé
Deixe o feijão de molho por 6 horas. Depois lave até que saia toda casca. Deixe escorrendo numa peneira com um pano até que fique bem enxuto.
No processador, leve o feijão, uma cebola, o camarão seco, sal a gosto e triture até que fique com uma consistência de massa. Bata a outra cebola no liquidificador e vá adicionando aos poucos a massa, batendo com uma colher de pau até atingir o ponto. Esquente bem o azeite de dendê e coloque os acarajés para fritar.

Vatapá
Coloque o pão de molho na metade do leite de coco e reserve a outra metade. Deixe por 2 ou 3 horas. No liquidificador, bata os pães deixados de molho, o amendoim, a castanha de caju, a gengibre, as cebolas, o alho, o camarão seco e o sal.
Triture todos os ingredientes. Leve ao fogo e vá adicionando aos poucos o restante do leite de coco e o azeite de dendê, acerte o sal e deixe por 20 a 30 minutos. Deve até atingir o ponto de consistência de uma pasta firme. Se ficar ralo acrescente um pouco de farinha de trigo.

Recheio do acarajé
Corte o acarajé ao meio e recheie com um pouco de vatapá, um pouco de camarão e com o vinagrete.

Se você não está com tamanho empenho de fazer em casa, vá em algum lugar nordestino comer, ou até à Bahia!

Fontes:
- Wikipédia
- Mais Você

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Arte - Vik Muniz

Vik Muniz ao lado de um auto-retrato feito de brinquedos

Sim, temos o mesmo sobrenome. Mas não, não o conheço e ele não faz parte da minha família. Vik Muniz é um artista plástico/fotógrafo paulistano que divide a casa entre o Brasil e os Estados Unidos. Sua obra (em questão) consiste em reproduzir imagens, personalidades, entre outros, com materiais inusitados como geléia, pasta de amendoim, caviar, diamantes, brinquedos e sucata. Depois, fotografa as peças.

Sua obra é bastante conhecida no Brasil e fora das terras tupiniquins também. Ele já teve exposições no Museu de Arte Moderna (MoMA), Nova Iorque, considerado o mais influente museu de arte moderna do mundo. Atualmente, está com exposição no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM), prorrogada até o dia 22 de Março. Cariocas, corram até lá! São 131 fotos - a maior exposição feita do artista aqui no país. Depois, em 26 de Abril a mostra segue para o Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Monalisa em duas versões: geléia e pasta de amendoim

Bette Davis feita de diamantes

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